Explicativo

O que é uma tempestade geomagnética e o que ela pode afetar na Terra

Explosões de atividade solar podem perturbar satélites, GPS e redes elétricas. A NOAA classifica a força dessas tempestades em uma escala de cinco níveis.

ZapTrend News · Publicado em 8 nov. 2026 · 2 min de leitura
Revisado por Jackson em 8 nov. 2026. Como trabalhamos

Resposta rápida

Uma tempestade geomagnética é uma grande perturbação da magnetosfera da Terra, causada pela energia do vento solar. As mais fortes podem afetar satélites, GPS e redes elétricas, e levar auroras para mais longe dos polos.[1][2]

Uma aurora verde e vermelha vista da Estação Espacial Internacional.
Foto: NASA, Domínio público
Neste artigoPor que importaComo uma tempestade começaO que pode ser afetadoComo a força é medidaO que ainda não sabemosFontes

Pontos principais

  • Uma tempestade geomagnética é uma grande perturbação da magnetosfera da Terra, causada pela energia do vento solar.[1]
  • As maiores tempestades vêm de ejeções de massa coronal, que costumam levar vários dias para chegar à Terra.[1]
  • Entre as tecnologias em risco estão satélites, redes elétricas, dutos, redes de rádio e navegação por satélite.[3]
  • A escala da NOAA vai de G1 a G5. Ela registra cerca de quatro tempestades G5, as mais extremas, por ciclo solar de 11 anos.[2]

Por que importa

O dia a dia depende dos sistemas que essas tempestades podem perturbar. O Serviço Geológico Britânico cita satélites, redes elétricas, dutos, redes de comunicação e navegação por satélite, e diz que a sociedade depende cada vez mais deles.[3]

Como uma tempestade começa

A magnetosfera é a região do espaço moldada pelo campo magnético da Terra. Uma tempestade ocorre quando o vento solar transfere energia para ela de forma muito eficiente. Segundo a NOAA, as condições mais eficazes são períodos prolongados de vento solar rápido e, sobretudo, um campo magnético do vento solar voltado para o sul, oposto ao da Terra no lado voltado para o Sol.[1]

As maiores tempestades seguem ejeções de massa coronal, quando cerca de um bilhão de toneladas de plasma do Sol chegam à Terra com seu campo magnético. Elas costumam levar vários dias, mas a NOAA relata chegadas em apenas 18 horas em algumas das tempestades mais intensas. Correntes de vento solar de alta velocidade também causam tempestades, menos intensas, mas que podem depositar mais energia por mais tempo.[1]

O que pode ser afetado

O Serviço Geológico Britânico lista satélites, redes elétricas, dutos de petróleo e gás, redes de rádio e telefonia e navegação por satélite entre os sistemas que o clima espacial pode ameaçar. Também aponta implicações para voos espaciais tripulados.[3]

A NOAA detalha dois efeitos. O aquecimento pode aumentar a densidade da alta atmosfera, o que gera mais arrasto em satélites de órbita baixa. Além disso, a densidade desigual da ionosfera pode desviar sinais de rádio e criar erros de posição no GPS.[1]

Como a força é medida

A NOAA usa uma escala G baseada no índice Kp, uma medida planetária de perturbação magnética. No nível extremo G5, segundo a NOAA, algumas redes podem entrar em colapso ou ter apagões, e a navegação por satélite pode piorar por dias. Já se viram auroras tão ao sul quanto a Flórida e o sul do Texas.[1][2]

Dois níveis abaixo, a NOAA registra cerca de 200 tempestades G3 por ciclo solar. Elas podem disparar alarmes falsos em alguns dispositivos de proteção elétrica e causar problemas intermitentes de navegação. Nesse nível, já se viram auroras tão ao sul quanto Illinois e Oregon.[2]

O que ainda não sabemos

  • Como uma tempestade específica vai afetar um determinado lugar. Este artigo explica como as tempestades funcionam em geral.
  • As condições atuais. Este artigo não traz previsão, então consulte o Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA para informações ao vivo.

Fontes

  1. NOAA Space Weather Prediction Center: Geomagnetic Storms (acesso em 7 nov. 2026)
  2. NOAA Space Weather Prediction Center: NOAA Space Weather Scales (acesso em 7 nov. 2026)
  3. British Geological Survey: Space Weather and Geomagnetic Hazard (acesso em 7 nov. 2026)

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